Portal da Igreja do Evangelho Quadrangular

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Publicado em 19/09/2016

Atualidades

Dever cumprido: Paralimpíada celebra união e consagra capacidade do Brasil

Em festa marcada por música e diversidade, encerramento dos Jogos Paralímpicos põe fim também em série de grandes eventos sediados no país nos últimos dez anos

Descrição da imagem: fogos de artifício iluminam o Maracanã no início da cerimônia de encerramento 


Uma noite para celebrar a capacidade! A capacidade de unir forças. A capacidade de respeitar as diferenças. A capacidade do Brasil de realizar tudo que se propõe. Coube aos atletas paralímpicos consagrar um ciclo que teve início há quase uma década - lá em 2007, com os Jogos Pan e Parapan-Americanos -, passou por Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíada e acabou em grande estilo com a Paralimpíada. Mais emblemático impossível. Logo eles, tão colocados à prova diante dos percalços da vida, e que mostram que, apesar das desconfianças, tudo é possível. Tal qual o Brasil. Muitos questionaram, duvidaram, previram o pior. Mas a festa de encerramento da noite deste domingo no Maracanã serviu para lavar a alma e deixar até o mais pessimista dos brasileiros de sorriso escancarado com a sensação do dever cumprido.


No mesmo padrão das outras cerimônias que marcaram a Rio 2016, o encerramento não contou com luxo ou extravagâncias. Por outro lado, sobrou empolgação e animação. A diversidade musical brasileira, que foi do rock pesado de Andreas Kisser até toda alegria de Ivete Sangalo, ditou literalmente o ritmo do público que lotou o estádio. Em seu discurso, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos, Carlos Arthur Nuzman, se dirigiu aos iranianos e lamentou a morte do ciclista Bahman Golbarnezhad, na tarde de sábado. Em seguida, foi a vez de Sir Philip Craven, presidente do IPC, pedir um minuto de silêncio.


Como não podia deixar de ser, o evento foi marcado também pela inclusão social. Reproduzido no gigantesco telão colocado no palco, o Google Tradutor fez o papel de apresentador do espetáculo, que contou a todo instante com a união de artistas com e sem deficiência. O Maracanã se tornou um grande salão de festas para celebrar as realizações de um país que não escondeu suas muitas carências, mas foi capaz de lidar com elas. 

globoesporte.globo.com