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Publicado em 01/12/2016

Atualidades

Na Arena Condá, 20 mil torcedores entoam hino da Chape em homenagem às vítimas do acidente

Às 21h15, o minuto de silêncio foi respeitado por todos no estádio


Arena Condá homenageia vítimas do acidente de avião na Colômbia: 19 jogadores da Chapecoense morreram no acidente.


No horário em que o Chapecoense deveria estar prestes a disputar o jogo mais importante da sua história, as luzes da Arena Condá diminuíram de intensidade. Imediatamente, os mais de 20 mil torcedores presentes começaram a entoar o hino do clube. Sinalizadores verdes iluminaram o local. O ambiente era aquele que deveria ser: o de final de campeonato.

No gramado, o mascote do clube, o índio guerreiro, tentava acompanhar a alegria da arquibancada, mas dentro da fantasia um homem chorava. Cleiton Dona, 37 anos, vive de interpretar o mascote do time há 5 anos. "Hoje a gente tenta, mas não dá. É preciso de força, mas agora é difícil", disse Cleiton sem tirar a fantasia.

Às 21h15, o minuto de silêncio foi respeitado por todos no estádio. Depois, crianças entraram com o uniforme do time;na sequência, ex - jogadores se juntaram a familiares das vítimas (Fabiano que hoje está no Palmeiras era um dos mais emocionados).

A cerimônia foi rápida mas intensa. Dois pastores e o padre Igor, famoso torcedor da Chape, falaram rapidamente. Foram palavras de consolo e força - para os torcedores e para a cidade. "O que se vivia era um sentimento fraternal de família", lembrava o padre. O religioso fez com que o estádio inteiro repetisse o pai nosso em coro. Nas arquibancadas, muita gente foi às lágrimas nesse momento.

"Acendam os seus celulares agora. À luz que vocês estão vendo é a luz de Deus no meio de nós", fala o Padre Igor.

Minutos antes do horário daquele que seria o primeiro jogo da final da sul-americana, um grupo de ex-jogadores, atletas da base e dirigentes do clube deram a volta olímpica na arena Conda. A torcida emocionada acompanhou como se estivessem ali os campeões.

Um vídeo homenageado todas a vítimas do desastre aéreo foi exibido em um telão. Depois, sincronizada por uma contagem regressiva a torcida entoou o grito de "é campeão", "é campeão". Mesmo após a cerimônia, os torcedores permaneceram no estádio. Ninguém queria ir embora e perder aquele momento. "Eu vou acampar no estádio até os corpos chegarem. Fico aqui o tempo que for preciso", disse Cristiano William filho, 19 anos, membro da torcida jovem da Chapecoense.

"Isso aqui é uma família. Foi como assistir uma celebração em família. Minha vontade é abraçar todo mundo. Aliás, todo mundo aqui está se sentindo abraçado", falou-se professora universitária Mariângela Torres, 59 anos. "Nessa hora, era pra gente estar vendo o jogo", completou o torcedor Anibal Ferreira, 48 anos. "Por isso, não quero ir embora desse estádio. Vou ficar aqui como se estivesse assistindo o jogo do meu time", afirmou Ferreira.

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