Portal da Igreja do Evangelho Quadrangular

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Publicado em 09/12/2016

Atualidades

Grupo usará substância do açafrão para combater o Aedes em SP e MS

Pesquisadores foram contemplados em edital do governo federal. Composto mata larvas e será aplicado em focos indicados por agentes.

Pesquisadores usam substância presente no açafrão para matar larvas do Aedes 


A pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) que usa a curcumina, um,a substância presente no açafrão, para matar as larvas do Aedes aegypti foi contemplada com R$ 1,15 milhão do Governo Federal e começará a ser testada em imóveis de São Carlos (SP) e Campo Grande (MS) em 2017.

Os pesquisadores descobriram que quando a larva ingere a substância e é exposta à luz ocorre uma reação que leva à destruição de seu intestino e à morte. Basta colocar o pó em locais onde o mosquito costuma se reproduzir, como pratos e vasos de plantas, e o inseto morre em algumas horas.

O estudo foi uma das propostas sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do vírus zika e doenças correlacionadas selecionadas na chamada pública lançada neste ano pelos ministérios da Saúde, da Educação e de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Ao todo, o governo recebeu 530 projetos e vai destinar R$ 65 milhões às 69 pesquisas escolhidas.

Implantação
O estudo com a curcumina, coordenado pelo professor Vanderlei Salvador Bagnato, foi cadastrado na linha de controle vetorial, que teve sete iniciativas selecionadas e contará com um investimento de R$ 6,9 milhões. A ideia é que o resultado dessas pesquisas ajude o país a reduzir a população do mosquito, e consequentemente as doenças transmitidas por ele.

"A gente tem 36 meses para cumprir o que a gente propôs para o ministério, que é realizar com eficácia e com segurança os testes em campo, ou seja, em criadouros reais", contou a pesquisadora Natalia Mayumi Inada.

No início de 2017, o grupo vai iniciar os testes em semi-campo, com quantidades pequenas de água e de larvas, e a expectativa é de que os testes de campo comecem no segundo semestre, em parceria com as prefeituras e agentes de saúde.

“Nas ações de combate, os agentes de saúde sabem onde há focos e onde há maior infestação, então nós vamos ser notificados por eles, chamados por eles para realizar o tratamento", afirmou.

Os agentes e pesquisadores avaliarão se nesses locais há iluminação natural e, caso não haja, o grupo vai usar parte do recurso do edital para instalar sistemas de iluminação artificial, que também se mostraram eficazes no laboratório. A diferença de uma opção para outra é que, no caso da luz solar, o efeito é mais rápido.

"Quando é luz natural, ou seja, exposição solar, mesmo que seja indireta, a mortalidade ocorre em menos tempo. Nas primeiras horas a gente já vê 100% das larvas mortas. Com a  iluminação com luz artificial, a gente observou que foi necessário um tempo prolongado, um tempo maior para ver os mesmos resultados, a eliminação completa das larvas”, comparou Natalia.

Rede
O grupo reúne cinco pesquisadores da USP São Carlos e os professores Kleber Thiago de Oliveira, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Anderson Caires, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que juntamente com uma aluna aplicará os testes em Campo Grande.

“É uma rede. A gente precisa ter esses testes em outras regiões para comprovar a eficácia em diversas condições. A gente sabe que o protocolo pode ser efetivo em alguns casos e não tão efetivos em outros, isso na pesquisa, e são essas respostas que a gente vai ter que dar para a população, para o Ministério da Saúde”, comentou a pesquisadora.

g1.globo.com

Stefhanie Piovezan