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Publicado em 19/12/2016

Atualidades

Rankings de universidades não deveriam ser levados tão a sério, diz relatório

Documento foi produzido por instituição inglesa que busca levantar debates sobre educação superior. Critérios de avaliação para eleger melhores instituição são discutidos.

Higher Education Policy Institute (Hepi), instituição inglesa


O Higher Education Policy Institute (Hepi), instituição inglesa criada para influenciar o debate sobre educação superior, criticou os rankings de melhores universidades do mundo e sugeriu que os governantes e os estudantes não deem tanta importância a listas como THE World University Rankings e QS World University Rankings.


De acordo com a empresa, o foco destas classificações costuma ser a produção científica, deixando de lado outros critérios importantes, como “a atividade de educar os estudantes”. O relatório da Hepi também afirma que os rankings se baseiam em dados falsos e enganosos, informados pelas próprias universidades.


Para a Hepi, o ideal seria analisar as listas como diversão, sem atribuir tanta relevância à posição que cada instituição de ensino ocupa. As políticas públicas e as escolhas dos estudantes não deveriam levar em conta estas classificações.


Sobre as universidades, o relatório da instituição inglesa critica que elas tentem melhorar apenas para se destacarem em listas. “Elas deveriam se concentrar em suas funções principais porque é o certo a se fazer, não porque vão subir nos rankings”, afirma o relatório da instituição inglesa.


Mudanças

A Hepi diz que os rankings dificilmente deixarão de existir, já que ganham mais espaço a cada ano. Sugere, então, mudanças que poderiam tornar estas classificações mais confiáveis:


- avaliação mais criteriosa dos dados informados pelas universidades;


- abrangência de itens que vão além de pesquisa;


- eliminação da categoria 'relevância mundial', por ser algo subjetivo e sem comprovação;


- publicação de resultados de forma mais complexa do que uma lista que vai das melhores às piores instituições;


- cautela para que o governo e as próprias universidades não exagerem na importância dos rankings ao determinar as prioridades da educação.

 

g1.globo.com