Portal da Igreja do Evangelho Quadrangular

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Publicado em 28/07/2016

Atualidades

Hospital de Israel é capaz de operar embaixo da terra em caso de ataque

Subsolo tem 700 leitos e área isolada de ataques de armas químicas.


O Centro Médico da Galileia, na cidade de Nahariya, no norte de Israel, tem bem perto de uma de suas entradas um míssil Katyusha envolto em estrutura de vidro com acabamento de madeira.

 Pacientes e acompanhantes passam rapidamente pelo corredor sem que o pedaço de metal lhes chame particularmente a atenção. A sua queda destruiu o departamento de oftalmologia em 2006 durante a guerra contra o Líbano.A apenas 10 km da fronteira libanesa, o hospital fica em uma área que, na época do conflito, foi alvo de vários mísseis lançados pelo Hezbollah, organização xiita que atua no sul do Líbano.

 A organização do centro médico estima que o grupo, considerado terrorista por Israel, lançou 4 mil foguetes contra o norte do país. Cerca de 2,5 mil direcionados à Galileia Ocidental e por volta de 800 deles caíram em um raio de apenas 1,5 km do hospital.

O míssil que atingiu o departamento de oftalmologia às 17h10 do dia 28 de julho atravessou vários andares e teria feito vítimas se o hospital não contasse com uma impressionante estrutura subterrânea, concluída um ano antes. Para transferir todo o atendimento para o subsolo, o hospital precisa apenas de 1 hora e meia.

“Em 90 minutos podemos descer tudo para a estrutura subterrânea desde o departamento de alimentação, medicação até o centro de neurocirurgia. Estamos orgulhosos, mas tudo isso é muito triste”, lamenta Sara Streit, porta-voz do hospital.

O visitante desavisado talvez não observe a transição entre o hospital que funciona na superfície e a estrutura super protegida sob a terra.

Esse foi o primeiro hospital do país a ganhar uma estrutura subterrânea, que demorou anos para ser construída e custou “milhões e milhões de shekels”, segundo a administração.

 “Na época em que ela foi feita, os diretores foram criticados por gastar muito dinheiro, mas nós nos sentimos seguros de trabalhar aqui”, conta Sara. Posteriormente, outros hospitais também foram equipados.

http://g1.globo.com/

Letícia Macedo